Deito a noite,
adormeço a vida.
Espalho-me em cama
quente de recordações.
Enrolo-me em lençóis
de areia e vento
que celebram o dueto na duna.
Deixo os dedos acesos
e toco a saudade
nas teclas de um peito
que se enche ao lembrar-se
de um poema distante.
Oiço a brisa
que chega com a lua.
Deito a noite,
acordo o desejo,
o desejo, de voltar a ser tua...

3 comentários:
Sabes como sou teu Amigo, mas que não homem de exageros ou excessos.
No entanto, mais uma vez digo -te e agora aos teus leitores, que és uma Florbela Espanca do século XXI.
Últimos exemplos: " Um poema de amor"; " O meu silêncio " e " Deito a noite".
Tantos outros guardo-os com muito afecto nos meus arquivos.
Beijocas
E é tão bom deitar a noite!E que bem a deitou!
MV
Quanta suavidade em sua poesia. Lindos versos, calmos, delicados como a pétala de uma flor.
Beijos carinhosos do Thiago
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