Sábado, 23 de Agosto de 2008

Delírio


Esgravato silêncios na penumbra da minha alma tentado chegar à sombra do meu olhar. Renasço suspiro em suspiro libertando-me de outras mortes, de outras faces. Segredo ao poema a cumplicidade de cada palavra para que não se afogue a mensagem. Soltam-se da palma da minha mão murmúrios de olhos inchados que se dissipam no orvalho de cada manhã.

Penso-te numa folha que se aninhou no meu regaço.

4 comentários:

Maria disse...

Guarda essa folha. Nunca a deixes voar....

Um beijo, Vanda

José Manuel Brazão disse...

Pensas e pensas muito bem ...!
Beijocas

© Piedade Araújo Sol disse...

que delícia!

um beijo

CamaReira disse...

"Penso-te numa folha que se aninhou no meu regaço" pensamento maravilhoso, terno, doce, calmante e saudoso.

Beijos