Refresco-me com o bater das asas de uma borboleta, entorno o meu sorriso à beira do rio e fico a ver, alegre, ele a partir no teu peito de água límpida e fresca. Deixo que o céu me cubra de beijos azuis e estendo o cansaço do meu corpo naquelas pedras planas onde recebo os braços do sol que me embalam, que me adormecem da vida por detrás dos pensamentos. Tudo é tão calmo visto daqui, cheiro o perfume das flores e oiço os animais que rastejam perto de mim, a natureza em harmonia...
Os meus olhos tocam a águia que plana sobre mim, sei que me espera inquieta, sei que receia que eu não volte. Entreguei-lhe as minhas asas, algo que nunca fiz… sinto-me agora despida da liberdade, mas serena.
O grito dela é de ansiedade, sei que precisa partir. A terra puxa-me para si, o corpo vai ficando dormente com aquela quebra de alma. Os olhos vão – se fechando. O sorriso já deve ter chegado ao seu destino com o correr do rio, está entregue.
A águia aquieta-se e numa derradeira tentativa pousa perto de mim, olha-me. Nos seus olhos, vejo o mar revolto, que me chama para si, que apela ao meu instinto que volte, vejo o meu sorriso, mas é a mim que ele quer, inteligente, sincera, irreverente, persistente, agarrada ao que acredito, vejo-lhe uma lágrima…
Renasço, entrego-me em alma ao corpo da águia e plano até ao mar que me abraça.
Os meus olhos tocam a águia que plana sobre mim, sei que me espera inquieta, sei que receia que eu não volte. Entreguei-lhe as minhas asas, algo que nunca fiz… sinto-me agora despida da liberdade, mas serena.
O grito dela é de ansiedade, sei que precisa partir. A terra puxa-me para si, o corpo vai ficando dormente com aquela quebra de alma. Os olhos vão – se fechando. O sorriso já deve ter chegado ao seu destino com o correr do rio, está entregue.
A águia aquieta-se e numa derradeira tentativa pousa perto de mim, olha-me. Nos seus olhos, vejo o mar revolto, que me chama para si, que apela ao meu instinto que volte, vejo o meu sorriso, mas é a mim que ele quer, inteligente, sincera, irreverente, persistente, agarrada ao que acredito, vejo-lhe uma lágrima…
Renasço, entrego-me em alma ao corpo da águia e plano até ao mar que me abraça.
Este é o meu grito de liberdade e de esperança pela vida que me espera.

7 comentários:
Bonito o teu grito de liberdade, e esperança pela vida que te espera...
Hoje só me apetece gritar para dentro...
Um beijo, Vanda
Deixa correr essas palavras que eu fico na margem do rio a vê-las flutuar na direcção do mar.
Boa Sorte
obrigado
"... Este é o meu grito de liberdade e de esperança pela vida que me espera. Vanda Paz"
Lindo! Lindo texto! Essa águia e a gaivota são os teus anjos!
Muitos de nós necessitamos dum grito de liberdade e de esperança!
Beijo eterno
A poesia está dentro da sua alma, quer se expresse em poema ou em prosa como é este texto lindíssimo que tive o previlégio de ler.
Se existe um Anjo da poesia, decerto que mora ma sua alma.
Parabéms, Vanda!
Um beijinho
Aurora
maria
não grites para dentro... podes magoar-te.
beijos
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pedro arunca
como é bom saber que alguém vai lê-las
beijo
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moon_t
obrigada
um grito para ti também
beijo
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Zé
O teu abraço à minha poesia, o teu carinho à minha pessoa ajudou-me sem qualquer duvida a dar este grito.
Beijo
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Aurora
Nem sabe o orgulho que tenho em tê-la por aqui.
Nunca tinha pensado em haver um anjo da poesia, será que existe?
obrigada pela ternura
Beijinhos
Querida maninha, o teu grito foi lindo e ouviu-se!
Gosto muito, muito, muito de ti!
Um beijo enorme
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