Senti quando deixaste cair o coração nas mãos,
as lágrimas na saudade, os olhos nas palavras.
As frases caiam-te da boca, inaudíveis.
Os braços, pesados, caíram-te num espaço
que não era o teu.
Caiu a recordação no teu peito, forte, imensa.
O tempo caiu-te por inteiro, curto, junto dos teus pés.
Mas quando a alma é grande, mesmo no sangrar da dor,
tudo se ergue…
…fechando apenas os olhos para que não caia o amor.
(o verdadeiro, o que transborda junto com a mais pequena lágrima)
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
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4 comentários:
A força do amor,mesmo com lágrimas,dará forças,para o reerguer.Palavras cheias de amor,e de vontade de o viver
Excelente prosa poética, onde as palavras deixam escapar o desabafo, a inquietação e melancolia, que muita vezes assola o coração.
Vóny Ferreira
"Mas quando a alma é grande, mesmo no sangrar da dor,tudo se ergue... ...fechando apenas os olhos para que não caia o amor."
Muitas intensas e poderosas estas palavras que (re)edificam e (re)constroem o que pode estar a desmoronar-se.
Bjs
MV
Correcção ao meu comentário:
Muito intensas...
Desculpe o lapso.
MV
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