Nesta tarde de Janeiro em que a preguiça me tomou conta do corpo, descanso os olhos no passado. São tantos os objectos que me assaltam as memórias de tempos tão distantes, são tantas as fotografias que me fazem sorrir ao sentir-me naquelas épocas em que a felicidade não custava. Encosto o meu sorriso à janela da casa que me aconchega os laços familiares e deixo-o escorrer com a chuva que teima em não parar. Contemplo o mar, o meu mar, aquele que me viu crescer e que me mata de saudades quando estou em terra distante. Aqui o Tejo abraça-o, diluisse nele, entregando-lhe todas as lágrimas de povos tão diferentes. Ah, como eu aqui me sinto eu. Como eu aqui recarrego as energias ao corpo sempre ausente. As almas descansam comigo neste pequeno momento de sentires, rodopiam trazendo-me recordações que o tempo vai apagando. Depois, vem a música das gargalhadas das crianças, chegam os abraços quentes que me rompem os pensamentos, mostrando-me que eles são o meu tempo presente, os verdadeiros momentos da vida. E que o futuro é só amanhã.
Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
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5 comentários:
E que momento tão teu... e que momentos de vida tão bons...
Beijos
Ao ler este momento de recordações, sorri, pensando quantos momentos já tive assim!
Beijos com carinho
Recordar é viver,e viveste neste belo texto
beijos
De recordações passadas, mais presentes (e atrevo-me já a dizer, de recordações futuras), vamos construindo os nossos laços de afectividade, como tão bem aqui o fizeste.
também eu recuei na linha da minhas vivências e experiências e... pus-me a VIVER.
Beijinhos
MV
oh Vanda, adorei este texto! adorei mesmo! está lá tudo, não falta nada! lindo!!!!!!
que tenhas um grande futuro :)
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