Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Sopro de saudade

Na madrugada do meu olhar
colhi marés vivas de letras
que falavam entontecidas
das dunas, da brisa… do amor.
Como te recordei, nessa hora,
como te desejei nos meus braços,
qual esboço desamparado de saudade.

A casa ainda é tua, o meu peito o espaço
onde te podes abrigar e repousar
colhendo desejos na foz do meu corpo,
entre vagas de memórias jamais esquecidas.





Poema traduzido pelo Poeta Pere Bessó


Alé de nostàlgia

En la matinada del meu esguard
colli marees vives de lletres
que parlaven embogides
de les dunes, de la brisa… de l'amor.
Com em recordí de tu, en aqueixa hora,
com et desitgí en els meus braços,
com esbòs desemparat de neguit.

La casa encara és teua, el meu pit l'espai
on pots abrigar-te i reposar
collint desigs en l'afrau del meu cos,
entre ones de memòries mai oblidades.

7 comentários:

Marta Vasil disse...

Lindo poema onde as marés falam de palavras doces de amor, de desejo e de saudade.

Beijinho


MV

MPereira disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
MPereira disse...

Na tristeza da ausência,a esperança do regresso
Beijos

José Manuel Brazão disse...

"...onde te podes abrigar e repousar
colhendo desejos na foz do meu corpo,
entre vagas de memórias jamais esquecidas."

Apenas belo!

Beijos com carinho

Maria disse...

A minha casa já não existe. Nem escombros restam...

Um beijo

Sonia Schmorantz disse...

Belíssimo poema, aliás a saudade sempre traz uma inspiração especial...
Um abraço

Anónimo disse...

Ás vezes, nos "desertos" das nossas vidas aperecem "oasis" (como este), que nos permitem sacear a "sede" das nossas caminhadas...