Na madrugada do meu olhar
colhi marés vivas de letras
que falavam entontecidas
das dunas, da brisa… do amor.
Como te recordei, nessa hora,
como te desejei nos meus braços,
qual esboço desamparado de saudade.
A casa ainda é tua, o meu peito o espaço
onde te podes abrigar e repousar
colhendo desejos na foz do meu corpo,
entre vagas de memórias jamais esquecidas.
Poema traduzido pelo Poeta Pere Bessó
Alé de nostàlgia
En la matinada del meu esguard
colli marees vives de lletres
que parlaven embogides
de les dunes, de la brisa… de l'amor.
Com em recordí de tu, en aqueixa hora,
com et desitgí en els meus braços,
com esbòs desemparat de neguit.
La casa encara és teua, el meu pit l'espai
on pots abrigar-te i reposar
collint desigs en l'afrau del meu cos,
entre ones de memòries mai oblidades.
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
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7 comentários:
Lindo poema onde as marés falam de palavras doces de amor, de desejo e de saudade.
Beijinho
MV
Na tristeza da ausência,a esperança do regresso
Beijos
"...onde te podes abrigar e repousar
colhendo desejos na foz do meu corpo,
entre vagas de memórias jamais esquecidas."
Apenas belo!
Beijos com carinho
A minha casa já não existe. Nem escombros restam...
Um beijo
Belíssimo poema, aliás a saudade sempre traz uma inspiração especial...
Um abraço
Ás vezes, nos "desertos" das nossas vidas aperecem "oasis" (como este), que nos permitem sacear a "sede" das nossas caminhadas...
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