Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Desembrulha-me



Desembrulha-me,

liberta-me a alma

em milhares de lágrimas

prateadas

e deixa-me ir,

ao encontro do sol,

enquanto esqueço o luar

dos meus olhos.



Desenlaça-me

das palavras

e deixa o poema ao alto

para que o vento o leve,

para longe,

enquanto soletras

as palavras

e fazes parar o tempo.



Desembrulha-me

encontra o calor

do meu corpo

e deixa escorrer a solidão,

enquanto os lábios

ancorados no silêncio

esperam os teus.



Desenlaça-me

os sentidos,

mostra-me o caminho

do sorriso

e transborda no meu peito

em maré viva de ti.



1 comentários:

Maria disse...

Desembrulho-te...

Beijos com saudades.