Pinto sorrisos brancos nas nuvens cinzentas enquanto o Tejo goza o meu gesto inquieto. Também respiro o nada quando assim me obrigam, mas as memórias continuam saudáveis trazendo o oxigénio ao olhar. Às vezes gostava de ver os sonhos de todas as cores, calar a poesia e digerir a vida na foz do tempo. No punho esmago a saudade e encerro o capítulo do sonho, agora tudo se resume à lenha que arde sem mágoas. Corto o silêncio num arrepio que sangra lealdade pelas paredes de um poema. Viverei livre nas asas de uma águia e na palavra rio, que jamais secará no leito da esperança.
4 comentários:
Andas de há uns tempos para cá a falar muito do Tejo.
Vi-o todos os dias durante mais de 40 anos. Ali mesmo em frente. Não tenho saudades nenhumas...
(mas o Tejo é lindo!)
Beijos.
Pois é Maria, acho que são saudades.
Ele era meu confidente, companheiro e amigo de todas as tardes, agora é rarissimo vê-lo... deve ser por isso.
Beijos
Adorei esta tua prosa poética.
É magnífica.
Um beijo grande, querida amiga.
Vanda:
O teu poema é lindo.
Adorei
Beijos
Ana
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