domingo, 20 de abril de 2008

Vazio da alma

Hoje, ides podar
a árvore dos meus sonhos.
Ireis queimar
os ramos novos de ilusões
e deitar as cinzas aos silêncios.

Irei em cada pedacinho…
…ao vento…

Ficarei assim, vazia, mais uma vez…

6 comentários:

Paulo Afonso disse...

Hoje...
como ontem, cortarei
as raízes do sentimento.
Entre espadas
e versos de desejo
espalhados pelo universo.

Só o sonho caminhará...
...no rosto...

E assim a vida continuará...

impulsos disse...

Hoje, não fui capaz...
Deixei-me ficar inerte
Não podei essa árvore
Jamais o faria!
Aquietei-me
No alto do meu sentir
E observei os novos ramos
Que não paravam de florir...

Beijo

PS. O teu poema é lindíssimo!

Nilson Barcelli disse...

Hoje... comi demais e dormi uma sesta...
Quem me dera encher o teu vazio e eu ficar menos empanturrado... eheheh...
Menina, não pense em vazios nem em cinzas. Respire o néctar que tão bem sabe apreciar e sorria. A vida é bela, mas curtinha...

Beijinhos.

antónio paiva disse...

magistral...

beijo

Maria disse...

Excelente!

Beijos

Sandra Fonseca disse...

Hoje, eu viajei nas cinzas, nos silêncios, no vento, nesse poema lindo.
E na fogueira do lirismo eu me queimo!...
Beijos,
Sandra.